Finanças femininas: conheça 6 histórias de sucesso

Finanças femininas: conheça 6 histórias de sucesso

Sabemos que a igualdade entre os gêneros ainda não é uma realidade nem no Brasil e nem no mundo. Mulheres ainda recebem, em média, um salário menor do que homens que ocupam o mesmo cargo e, estatisticamente, estão mais sujeitas a sofrerem algum tipo de assédio ou violência no ambiente de trabalho.

Esses números estão aí não para desmotivar, mas apenas para lembrar que, apesar de todos os avanços, ainda temos um longo caminho pela frente. É com essa mentalidade que a cada dia mais mulheres têm conquistado a sua independência financeira, seja empreendendo ou fazendo carreira dentro de uma grande empresa.

Estamos falando não apenas daqueles casos emblemáticos de mulheres que escreveram o nome na história com suas conquistas impressionantes ou que se tornaram CEO de multinacionais, mas principalmente das mulheres que, anonimamente, estão ajudando a mudar esse quadro.

Com isso em mente, preparamos um artigo recheado com uma série de cases de sucesso quando o assunto é finanças femininas. São histórias inspiradoras de mulheres de carne e osso que venceram as adversidades e conseguiram conquistar seu lugar ao sol. Confira a seguir!

Por que falar em finanças femininas?

Por que não falar em finanças em geral? Não seria discriminatório excluir os homens desse debate? A princípio, pode até parecer besteira falar em finanças femininas, já que aparentemente o caminho até o topo é o mesmo.

No entanto, se procurarmos observar essa situação com um olhar mais atento, veremos que essa rota é um pouquinho diferente para as mulheres. Isso acontece não apenas por conta dos resquícios de uma cultura patriarcal, como já tivemos a oportunidade de salientar, mas também em virtude da maternidade e outras peculiaridades inerentes às mulheres.

Vamos, então, analisar alguns casos emblemáticos e inspiradores de mulheres que conquistaram o sucesso com muito trabalho e talento:

1. Abigail Johnson

Com uma fortuna de mais de 13 bilhões de dólares, Abigail Johnson é a única mulher que figura na lista dos 20 maiores investidores dos Estados Unidos, publicada pela revista Forbes. Abigail é filha de um bilionário americano e hoje comanda os negócios da família, o Fidelity Investments, segundo maior fundo de investimentos do Tio Sam.

Já sei: você deve estar pensando que as coisas foram fáceis para Abigail, já que ela veio de uma família rica, não é mesmo? Apesar de ter herdado um império, Abby, como é conhecida, é uma mulher reservada, trabalha cerca de 12 horas por dia, não usa roupas de grife e nem ostenta joias caras.

Começou na empresa do pai atendendo telefonemas e organizando documentos, conquistando com muito suor seu caminho até o cargo de CEO. Ela conta com o respeito de seus colegas de trabalho e sua nomeação para o mais alto cargo da empresa jamais foi sequer questionada, diante do seu talento e esforço como profissional.

2. Leila Velez e Zica Assis

Em uma posição social diametralmente oposta à de Abigail, Leila e Zica começaram sua vida profissional, respectivamente, como empregada doméstica e atendente em uma rede de fastfood. Elas se valeram do fato de serem mulheres e de conhecerem as necessidades femininas para criar a Beleza Natural, uma empresa de cosméticos.

Todos os dias pela manhã entravam nos ônibus urbanos para colar no vidro atrás do banco do motorista um papel xerocado com os seguintes dizeres: “se o seu cabelo é um problema, nós somos a solução”. Quando o carro voltava para a garagem o papel era arrancado pelos funcionários da empresa, mas no dia seguinte elas estavam lá novamente para colar outros.

3. Luiza Helena Trajano

Luiza Helena Trajano está hoje afrente do famoso Magazine Luiza, mas nem sempre as coisas foram assim. Quando ela começou sua carreira como vendedora, a grande companhia era apenas uma pequena lojinha tocada pelos tios no interior de São Paulo.

Luiza transformou o comércio da família em uma das maiores varejistas do país. Luiza tem uma inteligência emocional muito grande e atribui essas qualidades aos ensinamentos de sua mãe.

Realizou um trabalho muito forte no sentido de solidificar sua autoestima e a autoestima de seus colaboradores e colegas de trabalho dentro da empresa.

Ela se identifica até hoje como uma vendedora que veio de uma família de vendedores. Durante cinco anos, todos os funcionários do Magazine Luiza usavam um crachá onde se lia “vendedor”. Luiza costuma dizer que ninguém deveria se envergonhar de ser vendedor.

4. Tânia Gomes Luz

Trata-se de mais um caso em que uma empreendedora soube identificar uma necessidade dentro de um mercado que já tem uma força violenta e ainda por cima não para de crescer: o de produtos femininos.

Tânia criou a 33e34, uma loja virtual (que hoje em dia já conta com espaços físicos) especializada em vender modelos de calçados nessas duas numerações. A loja oferece mais de 180 modelos de 14 marcas diferentes.

5. Elisa Melecchi e Luiza Nolasco

As empreendedoras criaram o BagMe, um e-commerce especializado na compra, venda e aluguel de bolsas de marca. A ideia por trás da iniciativa é fazer com que qualquer mulher possa ter uma bolsa de luxo, nem que seja por uma noite, aumentando a rotatividade de seu armário e evitando que as peças acumulem poeira.

6. Alcione Albanesi

Alcione começou sua vida profissional como modelo aos 14 anos, mas seu interesse sempre foi o que se passa por trás dos bastidores. Por isso, montou sua própria confecção de roupas com apenas 17 anos de idade.

Em 1992 decidiu vender a confecção e, depois de ver uma lâmpada fluorescente sendo vendida a um preço barato em uma loja nos Estados Unidos, resolveu correr atrás de um sonho: trazer essa possibilidade para o consumidor brasileiro. Depois de mais de 70 viagens à China, país que produz as lâmpadas, Alcione criou a FLC, empresa líder do ramo.

Em conclusão, podemos afirmar sem medo de errar que essa é a hora delas e que o empreendimento feminino tem sido importante não somente para as próprias mulheres, como também para o desenvolvimento do país, criando postos de trabalho e gerando riqueza.

Além disso, pesquisas indicam que empresas em que as posições de liderança estão mais bem distribuídas entre homens e mulheres têm uma predisposição maior para ter retornos financeiros acima do mercado. Equilíbrio e diversidade são sinônimos de lucros altos!

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